quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Artigo científico - Psoríase

Anais Brasileiros de Dermatologia

versão impressa ISSN 0365-0596
An. Bras. Dermatol. vol.84 no.3 Rio de Janeiro jul. 2009
doi: 10.1590/S0365-05962009000300005


INVESTIGAÇÃO



Qual é o tipo de fototerapia mais comumente indicada no tratamento da psoríase? UVB banda estreita e PUVA: comportamento da prescrição*





Ida Duarte-I;
José Antonio Jabur da Cunha-II;
Roberta Buense Bedrikow-III;
Rosana Lazzarini-IV

I-Professora Doutora da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo. Responsável pelo setor de alergia e fototerapia da Clínica de Dermatologia, Santa Casa de São Paulo – São Paulo (SP), Brasil
II-Especializando do Departamento de Dermatologia, Santa Casa de São Paulo – São Paulo (SP), Brasil
III-Médica assistente da Clínica de Dermatologia, Santa Casa de São Paulo – São Paulo (SP), Brasil
IV-Chefe da Clínica de Dermatologia, Santa Casa de São Paulo – São Paulo (SP), Brasil



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RESUMO

FUNDAMENTOS: Formas moderada e grave de psoríase requerem fototerapia e/ou medicações sistêmicas. Tanto UVB banda estreita quanto fototerapia UVA com psoralênicos (PUVA) podem ser utilizadas no tratamento dessas formas de psoríase, sendo comprovada a efetividade de ambas as terapias.
OBJETIVOS: Avaliar as indicações de dois tipos de fototerapia no tratamento da psoríase refratária à terapia tópica: UVB banda estreita e PUVA.
MÉTODOS: Entre janeiro de 2006 e dezembro de 2007, os pacientes encaminhados a dois serviços de fototerapia foram incluídos neste estudo. Dados sobre os casos e tipos de prescrição foram coletados de maneira retrospectiva.
RESULTADOS: Dentre os 67 pacientes estudados, 51 (76%) foram tratados com UVB banda estreita. As razões para sua indicação foram presença de psoríase em gotas (22%), presença de finas placas (15%), uso de drogas fotossensibilizantes (15%), idade abaixo de 20 anos (9%), fototipo I (9%) e doença hepática (6%). Os 16 (24%) restantes foram tratados com PUVA. A principal indicação dessa terapia foi gravidade da doença (15%), seguida de fototipo IV (9%).
CONCLUSÕES: As prescrições de UVB banda estreita excederam as de PUVA devido ao menor número de contraindicações, menor possibilidade de efeitos colaterais, e ainda por ser uma opção mais prática.

Palavras-chave: Fototerapia; Psoríase; Raios Ultravioleta; Terapia PUVA


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INTRODUÇÃO

Psoríase é uma doença crônica, inflamatória e recorrente, com manifestações clínicas e gravidade variáveis. Caracteriza-se principalmente por eritema, infiltração e descamação da pele. Estima-se que 2% a 3% da população mundial seja afetada pela doença.1-3

Terapias tópicas costumam ser suficientes no controle da psoríase de intensidade leve; porém, as formas moderada e grave requerem outras opções terapêuticas, como fototerapia e medicações sistêmicas.4-6

A luz UV tem propriedades anti-inflamatória, antiproliferativa e imunossupressora.7,8 A radiação UV é dividida em UVA (400 – 320 nm), capaz de alcançar a epiderme e derme profunda, UVB (320 – 290 nm), que alcança somente a epiderme, e UVC (290 – 200 nm), que não chega à superfície terrestre. Os raios UVA são subdivididos em UVA I (400 – 340 nm) e UVA II (340 – 320 nm), e a faixa de UVB entre 311 e 312 nm é chamada de UVB banda estreita (UVB "narrow band" – UVB NB). O uso deste tipo de UVB no tratamento da psoríase teve início na década de 80, quando as primeiras lâmpadas de UVB NB foram desenvolvidas (Philips, Eindhoven, Holanda). 7,9 Subsequentemente esse método provou ser efetivo no controle da psoríase, utilizando-se de doses suberitemogênicas.10 Estudos mostraram que UVB NB pode ser mais efetiva que UVB banda larga no tratamento da psoríase,9,10 consequentemente a escolha atualmente deve ser feita entre UVA e UVB NB.

Tanto UVB NB quanto PUVA podem ser utilizadas no tratamento de formas moderada e grave da psoríase, e vem sendo comprovada a efetividade de ambas as terapias.6,11,12 Dessa forma a seleção entre uma ou outra modalidade de fototerapia deve basearse em outros fatores além da eficácia, incluindo segurança, resposta prévia ao tratamento, gravidade da psoríase e adesão ao tratamento.6

O objetivo deste estudo foi avaliar a frequência com que PUVA e UVB NB são prescritas a pacientes com diagnóstico de psoríase que não apresentaram resposta ao tratamento tópico.



MATERIAIS E MÉTODOS

Entre janeiro de 2006 e dezembro de 2007, pacientes com psoríase refratária aos tratamentos tópicos foram referidos para dois serviços de fototerapia (um hospital universitário e uma clínica particular, ambos com a mesma equipe médica, mesmo protocolo de tratamento e mesmos equipamentos) e incluídos neste estudo retrospectivo. Todos os pacientes receberam indicação de UVB NB ou PUVA.

Foram excluídos do estudo aqueles que estivessem usando qualquer terapia combinada (tópica e/ou sistêmica), ou qualquer medicação sistêmica para psoríase nos dois meses que antecederam o início da fototerapia.

Dados demográficos foram retrospectivamente coletados das fichas médicas dos pacientes sob fototerapia. Foram coletados ainda dados quanto ao tipo de pele (segundo classificação de Fitzpatrick),13 tipo de psoríase (vulgar, em gotas ou eritrodérmica),14 gravidade da doença, tipo de fototerapia prescrita (PUVA ou UVB NB) e evolução clínica.

As razões preponderantes na escolha do regime de fototerapia foram registradas em prontuário médico e baseadas na idade do paciente, fototipo cutâneo, gravidade da doença, comorbidades e uso de medicações sistêmicas. Os critérios utilizados nos serviços de fototerapia estudados foram: UVB NB como primeira escolha em indivíduos com menos de 20 anos de idade, nos portadores de psoríase gutata ou em finas placas e nos casos com gravidade leve para moderada. Fototerapia PUVA foi primeira opção nos casos extremos com placas grossas e pele tipo IV ou VI. PUVA foi contraindicada nos pacientes com comprometimento hepático ou em uso de drogas fotossensibilizantes; nesses casos a severidade ou fototipo cutâneo não foram considerados, e indicou-se UVB NB.

Todos os pacientes foram submetidos à fototerapia com duas sessões por semana utilizandose equipamento profissional (Prolumina Fototerapia, São Paulo, Brasil: cabine UVA com 48 lâmpadas Philips Sunlamp 100 W-R ou cabine UVB NB com 42 lâmpadas banda estreita Philips TL 100 W/01).



RESULTADOS

Sessenta e sete pacientes foram tratados durante o período do estudo: 37 homens (55,2%) e 30 mulheres (44,8%), com idades que variaram de 12 a 87 anos e média de 39 anos de idade. Seis deles (9%) foram classificados como pele tipo I de Fitzpatrick, 35 (52,2%) como tipo II, 15 (22,4%) como tipo III e 11 (16,4%) como tipo IV.

Apenas um paciente (1,5%) apresentava psoríase eritrodérmica, enquanto 16 (24%) tinham psoríase em gotas e 50 (74,5%) tinham psoríase vulgar com gravidades variáveis.

Dentre os 67 pacientes estudados, 51 (76%) foram tratados com UVB NB. As razões para indicação de UVB NB estão indicadas na tabela 1 e distribuíramse da seguinte forma: presença de psoríase em gotas (22%), presença de finas placas (15%), uso de drogas que interferem na fotossensibilidade (15%), idade menor que 20 anos (9%) fototipo I (9%) e presença de hepatopatia associada (6%). Os 16 (24%) restantes foram tratados com PUVA. A principal indicação desse tipo de terapia (Tabela 2) foi gravidade da doença (10 pacientes, 15%), seguida pela presença de pele tipo IV (6 pacientes, 9%). A figura 1 ilustra como se deu a prescrição da fototerapia nos pacientes avaliados.



DISCUSSÃO

Muitos estudos têm comparado a eficácia das terapias UVB NB e PUVA na psoríase moderada a grave.15-17 A heterogeneidade considerável entre esses estudos no que diz respeito à gravidade da doença, subtipos de psoríase, fototipo cutâneo, regimes de fototerapia e métodos utilizados na mensuração dos resultados tornaram difícil a condução de uma revisão sistemática consistente. Embora PUVA venha sendo reportada como mais efetiva que UVB NB no controle da psoríase,4,6,9 uma abordagem terapêutica padronizada para todos os casos de psoríase moderada a grave ainda não foi estabelecida.4,6

Como se sabe, a psoríase é uma doença de distribuição global que acomete ambos os sexos e ampla faixa etária.1,2 Na amostra estudada, de fato, ocorreu certa homogeneidade quanto à distribuição por sexo; ao mesmo tempo a idade dos pacientes tratados com fototerapia foi bastante ampla, partindo da segunda até a nona década de vida. Idade e sexo não são fatores limitantes na indicação de fototerapia.15

Em nossos serviços de fototerapia, UVB NB foi mais frequentemente indicada que PUVA (76% e 24% respectivamente) para tratamento de pacientes com psoríase. Foi observado que muitos pacientes com psoríase apresentavam outras comorbidades que contraindicaram o tratamento com PUVA. Pacientes com envolvimento hepático ou em uso de medicações, como as utilizadas no tratamento da hipertensão, diabetes ou ainda anti-inflamatórias, receberam indicação de UVB NB devido à maior segurança nesses casos,15,17 considerando que algumas drogas podem aumentar a sensibilidade individual aos raios UV. Esse foi o caso de 28% dos pacientes tratados em nossa amostra: em 19% prescreveu-se UVB NB devido ao uso de drogas fotossensibilizantes e em 9%, devido a doença hepática.

Para pacientes jovens, é indicada UVB NB por representar menor risco de induzir câncer de pele em longo prazo.6,18 No grupo estudado, 12% dos pacientes tiveram como primeira escolha UVB NB por apresentarem idade abaixo de 20 anos. Isso se torna importante quando se considera o risco de câncer como resultado da exposição cumulativa de radiação UV, associado à alta expectativa de vida desses pacientes.

Além desses aspectos, UVB NB é mais frequentemente indicada que PUVA devido à praticidade de sua aplicação.6 A possibilidade de usar essa fototerapia na ausência de prescrição prévia de psoralênicos torna mais fácil a aceitação do tratamento por parte do paciente, uma vez que esses medicamentos muitas vezes trazem náuseas e outros efeitos colaterais. O uso de outras medicações pode ser mantido durante o tratamento com UVB NB. Entre os pacientes avaliados, PUVA foi mais indicada para pacientes com placas espessas e pele tipo IV a VI (classificação de Fitzpatrick).

Embora o objetivo deste estudo não tenha sido avaliar efetividade terapêutica, mas sim compreender como se comporta a prescrição da fototerapia na psoríase, foi possível observar que ambas as terapias foram efetivas. A média do PASI inicial nos pacientes tratados com PUVA foi de 14,9; no grupo tratado com UVB NB, foi de 10,4. Dentre os pacientes tratados com PUVA, o índice PASI 75 foi obtido em 75% dos casos, e bons resultados foram também alcançados em 80,4% dos pacientes tratados com UVB NB. A diferença entre os grupos não foi estatisticamente significante (p <>
CONCLUSÃO
As prescrições de UVB NB excederam as de PUVA devido ao menor número de contraindicações e menor possibilidade de efeitos colaterais, e ainda por ser uma opção mais prática. Visto que tanto PUVA quanto UVB NB provaram ser efetivas no controle da psoríase, a opção por cada tratamento deve levar em conta a gravidade da doença, tipo de pele, uso de medicações e características do paciente. Uma avaliação clínica individualizada deve guiar a indicação entre um ou outro tipo de fototerapia.
REFERÊNCIAS
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2. Schäfer T. Epidemiology of psoriasis. Review and the German perspective. Dermatology. 2006;212:327-37 [ Links ]
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10. Walters IB, Burack LH, Coven TR, Gilleaudeau P, Krueger JG. Suberythemogenic narrow-band UVB is markedly more effective than conventional UVB in treatment of psoriasis vulgaris. J Am Acad Dermatol. 1999;40(Pt 1):893-900 [ Links ]
11. Man I, Crombie IK, Dawe RS, Ibbotson SH, Ferguson J. The photocarcinogenic risk of narrowband UVB (TL-01) phototherapy: early follow-up data. Br J Dermatol. 2005; 152:755-7 [ Links ]
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18. Pasker-de Jong PC, Wielink G, van der Valk PG, van der Wilt GJ. Treatment with UV-B for psoriasis and nonmelanoma skin cancer: a systematic review of the literature. Arch Dermatol. 1999;135:834-40 [ Links ]
Endereço para correspondência: Ida Duarte Rua Monte Alegre, 523/101 05014 000 São Paulo - SP Tel./fax: 11 38714018 E-mail: idaduarte@terra.com.br Recebido em 26.02.2009.
Aprovado pelo Conselho Consultivo e aceito para publicação em 04.03.09.
* Trabalho realizado no Departamento de Dermatologia, Santa Casa de São Paulo – São Paulo (SP), Brasil.
Conflito de interesse: Nenhum
Suporte financeiro: Nenhum
Como citar este artigo: Duarte I, Cunha JAJ, Bedrikow RB, Lazzarini R. Qual é o tipo de fototerapia mais comumente indicada no tratamento da psoríase? UVB banda estreita e PUVA: comportamento da prescrição. An Bras Dermatol. 2009;84(3):244-48.
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Aluno em atividade: Em duplas façam uma matéria jornalística sobre o artigo científico acima.

12 comentários:

Gicele disse...

De: Gicele da silva.

De acordo com o texto entre 2¨% e 3% da população sofrem com esta doença.
A psoríase não tem cura é uma doença crônica que atinge a população mais carente.
A doença atinge homens e mulheres de todo as idades psoríase é uma infamação que descama a pele. Portadores dessa doença procuram à rede publica mais próxima de suas casa para obter o tratamento, mais nem sempre consegue o tratamento adequado.
Crianças entre 10 e 12 anos também têm probabilidade de tem a doença com isso sofrem preconceitos nas escolas acarretando sérios problemas psicológicos.
Os portadores da psoríase podem contrair o câncer mais com as sessões de terapias podem retardar a doenças, mais não é 100% obtido o sucesso.
Como nós sabemos psoríase é uma doença global que acomete ambos os sexos e a ampla faixa etária. Mais objetivo dessa pesquisa foi mostra que o estudo sofre a doença esta em constante transformação, pesquisadores lutam pela cura definitiva mais ainda esta longe de obter o sucesso tão esperando pela população que requer bastante cuidado.

Anônimo disse...

Tratamentos fototerápicos apresentam bons resultados.

Pesquisadores do Departamento de Dermatologia, da Santa Casa, São Paulo, realizaram estudos com 67 pacientes, no período entre janeiro de 2006 e dezembro de 2007, para entender o porquê pessoas com psoríase (doença crônica, inflamatória, que se manifesta na pele com diferentes graus de gravidade) não respondiam ao tratamento tópico (medicamento usado sobre a pele). Essa doença se caracteriza através coloração avermelhada da pele, por infiltração e descamação. Segundo estimativas 3% da população mundial é acometido por essa doença, atingindo ambos os sexos.
Existem várias formas para o tratamento dessa doença, porém as mais eficazes são as realizadas através da fototerapia, feita apartir da ação da luz. As radiações PUVA, que é a combinação de psoralêmicos (substância que aumentam a ação ultravioleta na pele) e os raios UVB NB, que possui esse nome por utilizar ultravioleta B o que descarta o uso de outros medicamentos, foram escolhidos pelos cientistas para o combate da psoríase. A fototerapia UVB NB foi indicada para indivíduos com idade abaixo de 20 anos, com psoríase gutata (em forma de gotas) e casos com gravidade leve para moderado, entretanto, a luz PUVA foi indicada para casos extremos com placas grossas e para peles tipo IV e VI (que se caracterizam como peles clara/morena ou negra respectivamente).
A fototerapia UVB NB é a mais indicada para pacientes que usam medicamentos para hipertensão, diabetes e antiinflamatórios e não costumam provocar efeitos colaterais. Os jovens optaram por se tratarem com raios UVB NB por não terem tantas chances de se desenvolver câncer de pele.
Ambos os tratamentos se apresentavam eficazes, as aplicações com PUVA teve sucesso com 75% dos casos, e UVB NB teve 80,4% de respostas positivas. Mas é preciso entender que cada caso necessita de uma avaliação prévia.

Jusciléia Santos disse...

Boa noite Solange,to escrevendo aqui na parte de comentários,para dizer que a matéria de título "Tratamentos fototerápicos apresentam bons resultados", é minha. Eu postei e cliquei no lugar errado. To envindo essa mensagem para que não haja problemas posteriores. Sou a Jusciléia Santos Andrade.Noturno.

Adriana Régila disse...

ARTIGO CIENTÍFICO

PSORÍASE

Psoríase é uma doença crônica da pele caracterizada por prurido e manchas avermelhadas que se cobrem de uma descamação prateada com pequenas feridas escamosas e sangrentas.
Segundo os Pesquisadores do Departamento de Dermatologia da Santa Casa em São Paulo, essa doença afeta ambos os sexos e podendo atingir ampla faixa etária. Geralmente trata-se de uma afecção crônica e ligeira, embora possam ocorrer casos de psoríase aguda, estima-se que 2% a 3% da população mundial seja afetado pela doença.
Já nos casos de gravidade moderada à grave, requer algumas formas terapêuticas no tratamento, como, os serviços de fototerapia e medicações sistêmicas, utilizando a PUVA e UVB NB como a primeira escolha no tratamento em indivíduos jovens com menos de 20 anos de idade, por apresentarem menor risco de induzir câncer de pele em longo prazo .
UVB também é indicado nos pacientes hepáticos, diabéticos e no tratamento da hipertensão e anti-inflamatórias, devido a maior segurança de algumas drogas que aumentam a sensibilidade individual aos raios UV.
O uso de UVB no tratamento da psoríase teve início na década de 80, quando as primeiras lâmpadas de UVB NB foram desenvolvidas
No tratamento da psoríase, as prescrições de UVB NB excederam as de PUVA devido ao menor número de pacientes apresentarem comorbidades e contraindicações, com a menor possibilidade de efeitos colaterais. Dentre os 67 pacientes estudados, UVB NB provaram ser efetivas no controle da psoríase, entretanto a opção por cada tratamento deve ser prescrita pelo médico e levada em conta a gravidade da doença, o tipo de pele e as características do paciente. PUVA no entanto foi mais indicada para pacientes com placas espessas e pele tipo IV a VI ( Fitzpatrick).
Por sua vez psoríase é uma doença que não tem cura, contudo os banhos de sol são aconselháveis e a luz UV tem propriedade anti-inflamatória e anti-proliferativa capaz de alcançar a epiderme profunda.

Adriana Régila
Data: 02/09

Márcia disse...

Psoriase é uma doença crônica, inflamatória da pele, não contagiosa. Caracteriza-se pela coloração avermelhada da pele, e descamação. Essa doença afeta 3% da população mundial, igualmente homens e mulheres, mais em diferentes graus de gravidade.

Estudos feitos pelo Departamento de Dermatologia, da Santa Casa, São Paulo, com 67 pacientes, no período entre janeiro de 2006 e dezembro de 2007, mostram que dependendo do grau da doença, métodos como a fototerapia (Feita a partir da ação da luz) estão ajudando pessoas que tem a doença e não estão respondendo ao tratamento com medicamentos usado sobre a pele.

Tanto a fototerapia UVB NB tratamento é realizado por sessões de exposição à luz UVB sem o uso de medicação previa, e a PUVA que se diferencia pela utilização de medicamento para aumentar a sensibilidade da pele sob a luz, podem ser utilizadas no tratamento de formas moderada e grave da Psoríase. Dessa forma a seleção entre uma ou outra modalidade de fototerapia deve baseasse em outros fatores além da eficácia, incluindo segurança, resposta rápida ao tratamento, gravidade da psoríase e adesão ao tratamento.

A UVB NB se diferencia da fototerapia PUVA também pelo fato de ter menos efeitos colaterais como fotoenvelhecimento (envelhecimento da pele provocada pela luz), alem de não precisar de medicação previa. Assim, os cuidados que o paciente necessita são mais simples não havendo necessidade de seguimento com exames laboratoriais.

MARCIA ARANHA SOUTO

Kemilly disse...

Manchas de pele avermelhadas, desçamações, com aparecimento na área dos cotovelos, ombros ,couro cabeludo, são sintomas da psoríase. Doença infamatória da pele, crônica, hereditária, não contagiosa e atua em níveis diferentes de desenvolvimento. Calcula-se que cerca de 3% da população seja atingida pela doença.

Analisar as indicações de dois tipos de fototerapia no tratamento da psoríase, é um dos objetivos do estudo realizado pela Clinica de Dermatologia da Santa Casa, em São Paulo. Entre Janeiro de 2006 e dezembro 2007 foram estudados 67 pacientes portadores da doença, de ambos os sexos e sem restrição de faixa etária.

O tratamento da doença é subdivido em níveis de gravidades.O nível leve, era feito por terapias à base de remédios, cremes e pomadas, porém os outros não responderam da mesma maneira ao tratamento. Uma outra alternativa recorrente é o tratamento fototerápico, à base de luz, pode ser utilizado em doenças de pele. A fototerapia usa métodos anti-inflamatórios, antiploriferativos, imunossupressores. É uma alternativa terapêutica que trata dermatoses crônicas e tem resultados eficazes no combate à doença.

Com esse tipo de tratamento foram analisados os raios PUVA associação de um psoralênico, compostos capazes de aumentar a ação dos raios ultravioletas na pele, e irradiação de UVA, originárias de lâmpadas, mais utilizados na dermatologia. Indicada para o tratamento de casos extremos, com placas grossas e tipos de pele IV e VI, segundo a classificação de Fitzpatrick, pele morena clara e pele negra. Esse medicamento é conta-indicado para pessoas com doença hepática, e uso de medicações contra hipertensão, diabetes, ou anti- inflamatórias.

Já os raios UVB NB, feitos a partir da luz ultravioleta B, se mostrou mais eficaz em combate a psoríase. Sendo a primeira escolha em indivíduos com menos de 20 anos, psoríase gutada, em gotas, indicado também em casos com gravidade leve para moderada. A prescrição de UVB NB, excedeu a de PUVA devido ao menor número de contraindicações, menos efeitos colaterais, e ainda por ser uma opção mais prática. Ambas demonstraram ser efetivas no controle da psoríase, ao optar por um dos tratamentos, deve-se observar a gravidade da doença, tipo de pele, uso de medicações e características do paciente. Cada pessoa deve ser avaliada de maneira individualizada, para que seja escolhido o tratamento de fototerapia mais adequado.

Kemilly Bertini

Jéssica Macêdo disse...

Estudo revela qual o tipo de Fototerapia mais indicada no tratamento da Psoríase

A responsável pelo setor de alergia e fotorapia da Clínica de Dermatologia Santa Casa de São Paulo juntamente com o especializando José Antonio Jabur da Cunha, a médica assistente Roberta Buense Bedrikow e a chefe da clínica Rosana Lazzarini realizaram estudo que analisa qual o tipo de fototerapia (tratamento com luz) mais utilizada na contenção dos sintomas da Psoríase - doença de pele permanente com gravidade variável.

O estudo foi realizado entre janeiro de 2006 a dezembro de 2007 com 67 pacientes que foram dividos em dois grupos para receberem o tratamento em dois serviços de terapia (um no hospital universitário e outro numa clínica particular). Foram coletados vários dados característicos desses pacientes: quanto ao tipo de pele, tipo de psoríase, gravidade da doença, tipo de fototerapia prescrita e evolução clínica.

O objetivo era verificar a eficácia das terapias UVB NB e PUVA. A pesquisa concluiu que as prescrições optam pelo uso de UVB NB por possuir menos contraindicações e menor possibilidade efeitos colaterais do que a PUVA. Levando em consideração que ambas são efetivas no controle da psoríase de acordo com a gravidade da doença, do tipo de pele, do uso de medicações e das características de cada paciente.

ana carolina disse...

Terapia com luz ultravioleta de baixa freqüência é a mais indicada no tratamento da Psoríase

As manchas vermelhas e grossas, descamações na pele, que atormentam os portadores da psoríase já não é o bicho papão de antes. Um estudo realizado entre janeiro de 2006 e dezembro de 2007, pela Clinica de Dermatologia da Santa Casa, em São Paulo, mostrou que a fototerapia (terapia com luz) com ultravioleta B em banda de baixa freqüência (UVB Narrow Band) é mais eficaz no tratamento da psoríase moderada ou grave do que o com substâncias que aumentam a ação dos raios ultravioletas (psoralênicos – PUVA), devido o menor número de contra-indicações e menor possibilidade de efeitos colaterais.

Além disso, o tratamento com UVB NB representa menor risco de câncer de pele em longo prazo. O tratamento com o os raios PUVA só é mais indicado para os pacientes com as descamações mais espessas e de pele morenas a negras.

Apesar do nome complicado, a Psoríase é mais comum do se imagina. A doença de pele, que causa manchas vermelhas e até descamação, atinge cerca de 3% da população mundial e igualmente homens e mulheres, principalmente na faixa etária entre 20 e 40 anos. A causa da doença ainda é desconhecida, mas cientistas acreditam que sua origem pode vim de um distúrbio do sistema imunológico, provavelmente desencadeado por uma predisposição genética. O tratamento da psoríase depende do nível das lesões, nos casos leves a remédios, cremes e pomadas, indicados e controlados pelo médico, basta.

Caroline Nardiane disse...

Psoríase

Pesquisadores do Departamento de Dermatologia da Santa Casa em São Paulo realizam estudo com pacientes portadores de psoríase em 2006 e 2007 para saber a gravidade, diferenças e tratamentos da doença. Segundo os pesquisadores psoríase é uma doença crônica com inflamação avermelhada na pele não contagiosa, porém incurável. Essa doença atinge homens, mulheres e crianças de 10 a 12 anos, em geral da classe baixa que nem sempre recebem o tratamento de modo correto. Acredita-se que 2 a 3% da população tenha psoríase. Pacientes com menos lesões podem fazer banhos de sol, utilizar pomadas e cremes, já nos casos de mais gravidade é feito sessões de terapia. Nos casos considerados graves é utilizado a fototerapia feita com luz e radiações PUVA, isto é, junção de psoralêmicos os raios UVB NB. Cada paciente deve receber o tratamento de forma diferente e orientada por um médico. Dentre os 67 pacientes analisados, UVB NB mostraram ser essencial no controle da psoríase, pois representa menor risco ao câncer de pele, entretanto, PUVA foi mais indicada para pacientes com placas espessas e pele tipo IV a VI ( Fitzpatrick).

Anônimo disse...

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Anônimo disse...

Por Nayara Young - Noturno


O acompanhamento a pacientes nos estágios moderado e grave da psoríase (um tipo de doença de pele que afeta em média 2% da população) é fundamental. A fototerapia (tratamento com luz) é o procedimento mais indicado para esse público que é surpreendido com as manchas vermelhas e a descamação da pele, sintomas característicos da doença.

Um estudo realizado pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo investigou dois tipos de fototerapias indicadas para os pacientes que apresentam a psoríase refratária (imune a tratamentos mais leves): a UVB banda estreita e UVA com psoralênicos (PUVA).

Durante 24 meses um grupo de 67 pacientes foi encaminhado para dois serviços de fototerapia (um hospital universitário e uma clínica particular), ambos com a mesma equipe médica. A prescrição do tipo de fototerapia levou em consideração diversos aspectos individuais dos pacientes como a idade, o tipo da pele, a gravidade e a evolução clínica da doença. Neste período, todos os pacientes, independente do tratamento indicado, foram submetidos a duas sessões semanais de fototerapia.

Dos 67 pacientes, 51 (que representam 76% dos estudados) foram tratados com a fototerapia UVB banda estreita. A prescrição desse procedimento para a maior parte dos pacientes se explica pelo baixo número de contraindicações e também por ser uma opção mais prática. O 16 restantes (24%) receberam tratamento com a fototerapia PUVA por acusarem um aspecto mais avançado da psoríase.

O objetivo da pesquisa foi destacar a importância da prescrição da terapia para a psoríase. Realizado entre janeiro de 2006 e dezembro de 2007, o estudo manteve o foco da investigação sem avaliar a efetividade das diferentes terapias em questão admitindo no material que ambos os tratamentos de fototerapias apresentaram resultados positivos .

Lívia disse...

A psoríase é uma doença não contagiosa, que atinge até 3% da população. É caracterizada por inflações, lesões avermelhadas e descamações na pele. Dentre os vários tipos de psoríase, em casos menos sérios, a terapia tópica é suficiente para o seu controle, com o uso de pomadas, hidratação e exposição ao sol. De acordo com a gravidade e intensidade da doença é preciso procurar caminhos alternativos e mais eficazes.

Entre o período de janeiro de 2006 e dezembro de 2007, pacientes com psoríase em níveis mais resistes a tratamentos comuns, foram expostos a dois tipos de fototerapia: UVB NB e PUVA. O primeiro foi indicado para pessoas com menos de 20 anos e em casos mais moderados. O segundo foi mais apropriado em fases extremas, onde já havia um maior comprometimento da pele.

Os estudos mostraram que apesar dos dois tipos de radiação terem comprovada eficiência, o uso de UVB NB obteve resultados mais gratificantes, pois além de ser mais prático, ainda diminui a possibilidade de efeitos colaterais. Porém, cada caso é um caso. É preciso considerar a gravidade da doença, tipo de pele, uso de medicações e características do paciente antes de submetê-lo a luz UVB NB ou PUVA. Uma avaliação clínica individualizada deve guiar a indicação entre um ou outro tipo de fototerapia.