quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Blog do Ministério da Saúde


21/09/2011 - TECNOLOGIA
Ministério lança Blog da Saúde


Nova ferramenta tem o objetivo de mobilizar a sociedade para assuntos de saúde e estreitar relação com comunidade virtual

O Ministério da Saúde lançou o Blog da Saúde (www.blog.saude.gov.br), ferramenta que fornecerá conteúdos de notícias, apresentações, fotos, infográficos, áudios, vídeos, peças publicitárias e conferências via web. O objetivo do Ministério é prestar informações ao cidadão e mobilizar a comunidade virtual para campanhas de utilidade pública, ações de promoção da saúde e temas relevantes como doação de sangue, medula, órgãos, enfrentamento ao crack e outras drogas, prevenção contra AIDS e dengue.

De acordo com a área de Redes Sociais do Ministério, cerca de 560 blogueiros brasileiros já colaboram de forma espontânea com mobilizações na internet. O Ministério da Saúde quer ampliar essas parcerias, fornecendo conteúdos específicos.

O Blog da Saúde será dividido por temas. O destaque é a área “Você e o SUS”, que será dedicada exclusivamente a conteúdos enviados pela população. A editoria contará ainda com participação do Comunica SUS, rede que abrange cerca de 1,3 mil assessores de comunicação das secretarias estaduais e municipais, prefeituras e órgãos vinculados ao Ministério para divulgação de suas ações. Neste ambiente, será feita troca de experiências e sugestões.

ATUAÇÃO NAS REDES – O Ministério da Saúde já mantém forte atuação nas Redes Sociais. Além da produção de diversos conteúdos no Twitter, o Ministério possui perfis oficiais no Orkut, Facebook, Flickr, YouTube, Slideshare, Soundcloud e Formspring. Neste último, mais de 14,5 mil questionamentos foram respondidos. O perfil minsaude no Formspring é hoje um dos maiores bancos de respostas sobre Saúde na América Latina.


Fonte: Ascom/Ministério da Saúde

Legislação ambiental


  • política nacional do meio ambiente (leis 6.938/81, 10.165/2000, 10.410/2002 e decretos 99.274/9 e 6.099/2007), 
  • educação ambiental (lei 9.795/99), 
  • código florestal (lei 4.771/65 e alterações), 
  • sistema nacional de unidades de conservação (lei 9.985/2000 e decretos 4.340/2002 e 5.566/2005), 
  • mata atlântica (lei 11.428/2006), 
  • política nacional de recursos hídricos (lei 9.433/1997), 
  • proteção à fauna (lei 5.197/67), 
  • crimes ambientais (lei 9.605/98 e decreto 6.514/2008),
  •  código de pesca (decreto-lei 221/67 e alterações), 
  • agrotóxicos (lei 7.802/89 e alterações), 
  • poluição em águas (lei 9.966/2000 e decreto 4.136/2002), 
  • gestão de florestas públicas (lei 11.284/2006 e resolução Conama 379/06), 
  • áreas de preservação permanente (resoluções Conama 302/02, 303/02 e 369/06), 
  • plano nacional de gerenciamento costeiro (lei 7.661/88), 
  • poluição de águas (lei 9.966/2000 e decreto 4.136/2002) e 
  • poluição por veículos automotores (lei 8.723/93).

sábado, 17 de setembro de 2011

Twitter, quem seguir?


Os melhores 215 perfis para você seguir no Twitter

Redação Super 14 de setembro de 2011
Em 2010, a SUPER conseguiu 180 mil seguidores no Twitter e publicou uma lista com os 180 perfis mais legais para você seguir. Agora, atingimos a nossa meta de 515 mil (olha que crescimento rápido! :D ) e vamos comemorar com outra lista – desta vez, com os 215 (porque 515 é demais, né?) melhores twitters do ano.  Em relação ao ano passado, alguns ficaram, outros saíram e muitos entraram. Os arrobas estão separados por categoria, então você pode ir direto aos temas que mais lhe interessam. Vamos lá:
Melhores de tecnologia
1- @timberners_lee (Tim Berners-Lee, cientista da computação, professor do MIT e criador da WWW)
2- @BillGates (Bill Gates. Sem mais.)
3- @cshirky (Clay Shirky, pesquisador americana que avalia o comportamento do público diante do avanço tecnológico)
4- @ JPBarlow (John Perry Barlow, um dos três fundadores da Electronic Frontier Foundation)
5- @Om (Om Malik, editor de tecnologia do blog GigaOM)
6- @mashable (Pete Cashmore, CEO e fundador do Mashable.com)
7 -@RWW (Read Write Web)
8- @biz (Co-fundador do Twitter)
9- @kevinrose (CEO do @milk e funfafor do digg.com)
10- @benparr (colaborador do @Mashable)
Melhores de ciência
12. @astro_tim (Tim Kopra, astronauta e coronel do exército dos Estados Unidos)
13. @RichardWiseman (escritor, psicólogo e mágico)
14. @richarddawkins (biólogo)
15. @drhelenfisher (Helen Fisher, pesquisa comportamento humano na Rutgers University)
16. @Bstockwell (Brent Stockwell, professor de Biologia da Universidade de Columbia)
17. @Astroengine (produtor espacial da Discovery News)
18. @2020science (Andrew Maynard, cientista)
19. @ChemistGeek (Joan Manel,químico especialista em Química Orgânica e Química Quântica)
20. @cheeky_geeky (Dr. Mark Drapeau)
21. @noahWG (Noah Gray, editor da Nature)
22. @dulcidio (Dulcidio Braz Jr, físico)
23. @MarcAbrahams (colunista do Guardian, organizador do IgNobel)
24. @digg_sciences (a reunião dos tópicos de ciência no Digg)

82. @denisrbMelhores de internet e redes sociais
54. @chr1sa (Chris Anderson)
55. @acarvin (Andy Carvin, o caçador de boatos do twitter)
56. @na_kombi
58. @cmerigo
62. @bethsaad
64. @madu
65. @crisdias
Melhores de mídia
66. @marcelotas (Marcelo Tas, famoso pelo patrocínio no perfil do Twitter)
67. @Wired
69. @tdoria
70. @rosana
73. @nascapas
76. @carr2n
77. @brianstelter (cobre mídia digital para o NYTimes)
78. @Gladwell (Malcolm Gladwell, colunista do NYTimes)
79. @wgsn (A Bloomberg da indústria da moda)
Melhores de sustentabilidade
84. @algore
85. @avialli
87. @clauchow
90. @eol
91. @PauloAdario (Greenpeace)

Formadores de opinião
129. @ibere
130. @inagaki
134. @JovemNerd
138. @interney

sábado, 20 de agosto de 2011

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Percepção do brasileiro sobre ciência e tecnologia


Atividade: Leia o documento sobre a enquete e elabore um texto jornalístico apresentando os resultados da pesquisa. 

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Amazônia é a galinha dos ovos de ouro do agronegócio, diz biólogo


16/08/2011 - 10h03
O agronegócio sairia ganhando se visse a Amazônia como galinha dos ovos de ouro. Se a floresta morre, as chuvas na região secam, e o lucro evapora junto. É o que pensa o biólogo americano Thomas Lovejoy, 69, pioneiro nas pesquisas sobre a região amazônica. 

Quando visitou a floresta pela primeira vez, em 1965, ele era um jovem biólogo à procura da maior aventura possível. Pai de gêmeas cariocas, de férias no país, defendeu que o cuidado com a Amazônia seja parcelado entre várias nações.
*
Folha - O sr. afirma que a devastação na Amazônia pode chegar a um limite, a partir do qual o sumiço da floresta seria um caminho sem volta. Estamos perto?

Thomas Lovejoy - O Banco Mundial pôs US$ 1 milhão num estudo que projeta pela primeira vez os efeitos de mudança do clima, queimada e desmatamento juntos. Os resultados sugerem que poderia haver um ponto de inflexão em 20% de desmatamento [da floresta original]. Estamos bem perto, 18%.
Isso significa que áreas do sul e sudeste da mata vão começar a secar e se transformar em cerrado. É como jogar uma roleta de dieback [colapso] na Amazônia.

Com o desmatamento subindo de novo, qual é o prazo para esses 20%?

Não fiz cálculos, mas não tomaria muito tempo. Pode ser cinco anos, se continuar assim. Claro que [a devastação] traz implicações para os padrões de chuva, incluindo as áreas agroindustriais de Mato Grosso e mais ao sul, até o norte da Argentina.
O ex-governador [Eduardo] Braga [AM] costumava dizer ao ex-governador [Blairo] Maggi [MT]: Sua soja depende da chuva no meu Estado.

Quais as consequências para a agricultura?
Agricultura e economia teriam menos chuvas. E elas dependem da chuva. Talvez não em São Paulo, mas mais ao oeste, com a água passando pelas hidrelétricas, em projetos como Belo Monte.

O sr. estuda a Amazônia há mais de quatro décadas. Quais previsões deram certo e quais passaram longe?
Meu primeiro artigo sobre a Amazônia, escrito em 1972, chamava-se Transamazônica: estrada para a extinção?. Não acho que alguém tinha a capacidade de imaginar a soma de desmatamento que ocorreu. Lembro quando as primeiras imagens de satélite saíram, nos anos 1980. Todos ficaram surpresos.

Também houve boas surpresas. Uma é a força da ciência brasileira aplicada na Amazônia. A outra é a consciência pública, que em geral é bastante alta no Brasil. E também a extensão das áreas protegidas, incluindo as demarcações de fronteiras indígenas. Tudo isso junto protege 50% da Amazônia, o que é impressionante.

Do jeito que está, o novo Código Florestal pode impedir o crescimento na produção de alimentos?
Não acho que precisemos enfraquecer o [atual] Código Florestal para aumentar a produção agrícola no Brasil.

No caso do gado, o uso médio da terra na Amazônia é de uma cabeça por hectare. Essa é a média mais baixa em qualquer lugar do mundo. É uma questão de organizar a imensa capacidade da Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária], um dos centros líderes de agricultura no mundo.

Comparado com os EUA, o Brasil tem legislação ambiental rígida. Lá, sequer estão na mesa criar coisas como a reserva legal. Pode soar paternalista dizer o que deve ser feito por aqui?
Só estou tentando pensar no que faz sentido para o Brasil, não necessariamente no que faz sentido o Brasil fazer para o resto do mundo. O atual Código Florestal é um dos mais visionários do planeta.

Nos EUA, temos de pagar o preço de não ter tido essa visão há muito tempo. E também não temos florestas tropicais, mais sensíveis.
Economia e ecologia têm a mesma raiz grega: oikos, que remete a casa. Não existe ser no planeta que não afete seu ambiente sem consumo e produzir desperdício. A questão da sustentabilidade está nos detalhes de quanto e como se faz isso.

Qual a sua avaliação do governo Dilma no debate?
Até agora, parece muito prático, sério. Como ela vai responder a qualquer que seja o Código Florestal será, claro, um grande teste.

Mas ter deixado claro que o governo Dilma não aprovaria a anistia [aos desmatadores] é um sinal bem positivo.

O que é perigoso, na lei, é a ideia de dar o poder de demarcar as reservas legais aos Estados. Se você vai administrar a Amazônia como sistema, precisa ser consistente.

O sr. conhece a senadora Kátia Abreu, uma das vozes da bancada ruralista?
Não conheço, mas diria a ela: Você precisa tomar cuidado para não matar a galinha dos ovos de ouro. E o ovo de ouro é a chuva.

O caos nas finanças globais tira os holofotes da questão ambiental?
Geralmente, quando há forte recessão econômica, muitas das coisas que causam problemas ambientais se enfraquecem. Alguns dos motores do desmatamento, como os preços da soja e da carne, enfraquecem quando a demanda é menor.

O Brasil é capaz de cuidar sozinho da Amazônia?
O BNDES tem de ser cuidadoso com os projetos de infraestrutura, pois há todos os outros países [amazônicos]. O Brasil não deveria segurar a responsabilidade sozinho. A Amazônia é um elemento-chave no funcionamento do mundo. É do interesse de outros países ajudar o Brasil.

Já chamaram o sr. até de espião da CIA. Há paranoia sobre um complô internacional para roubar a Amazônia?
Isso não tem fundamento. A pior forma de biopirataria é destruir a floresta.

Parte da comunidade científica minimiza o papel do homem no aquecimento global. O que o sr. acha?
Não há quase nenhum cientista com credibilidade que acredite nisso. Nos últimos 10 mil anos, a história climática do planeta foi bem estável. Agora, nós o estamos mudando. Está claro que 2 ºC a mais é muito para a Terra.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Código florestal e imprensa

Miopia midiática


por Mair Pena Neto
 
  
A edição de O Globo de 25 de maio estampava a seguinte manchete: "PMDB e ruralistas derrotam Dilma e anistiam desmatadores". Nada de errado na informação. A presidente de fato não desejava a aprovação desta emenda ao Código Florestal, que classificou como uma vergonha para o Brasil, segundo as palavras do líder do governo na Câmara, ditas em plenário para tentar derrubá-la. Mas o resultado da votação dos deputados tinha um perdedor maior do que a presidente da República: o próprio país. E num olhar exclusivo sobre as disputas políticas, e obsessivo no que se refere aos revezes do atual (e do ex) governo, perdeu-se a perspectiva do fato maior, que atinge todos os brasileiros.
O que estava em discussão não era uma queda de braço entre governo e oposição ou entre governo e aliados infiéis. O que a Câmara dos Deputados tratava era do conjunto de regras que rege a questão ambiental no Brasil, envolvendo todos os nossos biomas, áreas agrícolas, montanhas e rios. O nosso presente e o nosso futuro. E como a manchete de O Globo expressou, embora ressaltando outro aspecto, quem saiu vencedor foram os ruralistas, um dos setores mais atrasados socialmente no país e, em sua volúpia, em nada comprometido com a preservação do meio ambiente.
A reforma do Código Florestal Brasileiro, em si, já trazia aberrações, como autorizar plantações e criação intensiva de gado em áreas de preservação permanente, redução dos limites de reserva legal e redução da recuperação das faixas de mata ciliar desmatadas. Para coroar o processo, foi aprovada a emenda que anistia os desmatadores, comemorada efusivamente pelos ruralistas.
Assim, quando forem noticiados números gigantescos de desmatamento da Amazônia, ninguém deverá se espantar. Os ruralistas estão à vontade para aumentar a fronteira da soja, mesmo que às custas de nossa principal floresta. Quando a cobertura vegetal às margens de nossos rios for ainda mais reduzida, provocando erosão e enxurradas devastadoras, como a do último verão na região serrana do Rio, as razões estarão cristalinas.
O Brasil trava uma luta difícil e quase inglória contra o desmatamento em suas enormes áreas de floresta e todos ficam chocados quando sabem que a área desmatada da Amazônia em um ano equivale a quatro vezes à da cidade de São Paulo, a maior do país. E isso, com base em dados de agosto de 2009 a julho de 2010, quando o desmatamento teve sua menor taxa em duas décadas. Antes, era muito mais. É doloroso ver imagens de tratores andando simultaneamente, unidos por correntes, derrubando dezenas de árvores ou de gigantescas áreas desmatadas para criação de gado, que se alimenta da soja, também destruidora.
O que foi aprovado na Câmara foi a impunidade a este tipo de crime. Que estímulo terão os parcos fiscais do Ibama para autuarem os infratores sabendo que acabam anistiados? O que aconteceu na noite de 24 de maio no plenário da Câmara dos Deputados em Brasília foi uma derrota do Brasil e da maioria dos brasileiros. E a imprensa, em sua pequenez política, não traduziu isso.
Essa é uma questão recorrente na imprensa brasileira, principalmente quando envolve embates políticos. A falta de visão do todo e dos interesses maiores do país. Às vezes, os jornais perdem até o bonde da história, como aconteceu com a Folha de S.Paulo, em outubro de 1989, quando caiu o muro de Berlim. Naquele dia, como contou o ex-ombudsman do jornal, Caio Túlio Costa, em artigo no Observatório da Imprensa a manchete do diário paulista tratou do caso Lubeca, que ninguém se lembra sequer do que se trata. O século 20 passava por uma de suas maiores transformações e a Folha não via. Tanto que escolheu agora, como manchete de uma edição comemorativa de suas 30 mil edições, justamente o fato que não tratou como notícia principal quando acontecia.
 A míopia midiática é agravada quando os jornais perdem sua função de servir à sociedade e se aliam a certos setores e interesses para combater governos. A busca constante de algo que enfraqueça ou deslegitime estes governos acaba os afastando dos interesses maiores do país e do que é realmente notícia.