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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Sobre blogs


Ano novo, blogs e os erros: divagações de uma colunista

Por Lucia Freitas — Publicado em 09/01/2012, às 17:00  116 Visualizações

Daí que houve LuluzinhaCamp aqui em SP. Pra quem não sabe, eu inventei este encontro porque via muitas mulheres blogando aqui e não as via nos BlogCamps que organizei em 2007/2008.
Encontros presenciais são um tesouro. Sempre que a gente pode, tem mais é que promover. [e isso, talvez, seja tema pra outra coluna] a coisa é que sempre aparece gente nova por lá, porque eu e outra participante somos professoras – sim, a gente ensina como fazer blog.
Escrever sempre foi uma arte. Como desenhar, fotografar e programar – e qualquer outra expressão dos nossos bilhões de neurônios. A história é que blogar vai além da arte de escrever e exige uma montanha de outros conhecimentos.
Neste último encontro, foi interessante ver uma moça se batendo com o seu template. Problemas de código (que não soube checar), as dificuldades que vêm com um CMS novo e poderoso como o wordpress… A lista de perguntas poderia ter ocupado a tarde inteira – não estivesse o ser humano entre algumas outras mais experientes que logo mudaram o rumo da prosa.
Fazer blog, para mim, é uma paixão. Eu comecei quase junto com o Blogger, testando a ferramenta. Só quando descobri a “blogosfera” o que quer que isso signifique, na época queria dizer uma lista de discussão muito da bacana onde a gente conversava sem medo de ser feliz, que soube do WordPress e de suas possibilidades.
Como quase tudo o que sei fazer na vida, aprendi a blogar fazendo. Eu acredito que isso é porque escrevo – e a gente aprende a escrever lendo e falando.
Na minha humilde experiência, a primeira coisa que você faz quando quer aprender algo novo é ouvir quem já faz. No mundo blog, os metablogs são algo fundamental. Em inglês, comecei a ler o Problogger e o Coppyblogger. Em português, o Blosque (que era Blogando por Dinheiro, quando a gente estava no Blogger) e o Quero ter um Blog, dos queridíssimos Nospheratt e Alessandro Martins.
Ao participar dos grupos de discussão e ler esses (e outros) blogs, fui aprendendo coisas, pensando, imaginando, questionando o que fazia. Foi assim que nasceu, há 5 anos, o Ladybug. E dele, outras muitas coisas que invento internet afora – sem contar o trabalho que paga as contas :D
Experiência a gente só tem mesmo quando faz. Qualquer bom selecionador de profissionais sabe disso. A grande história é que é impossível transmitir toda a experiência que a gente tem – por mais que este seja o desejo – em X aulas.
A esta altura do campeonato até já está valendo a pena recapitular um pouco a conversa dos blogs, parece. Porque há uma mudança, que a gente percebe nas salas de aula, nas conversas com quem está e não está na internet (sim, ainda tem gente lá fora, acreditem).
Conhecer a ferramenta parece que é o primeiro passo. É e não é. O primeiro passo é ter conteúdo e saber compartilhar. Lá no encontro do LuluzinhaCamp a gente chegou a uma definição do que é blog: o lugar. O twitter e o facebook são as praças onde a gente conta o que está fazendo nos nossos lugares. Por enquanto, a definição tá servindo bem, parece.
Blogs são sites que a gente mesmo mantém. A grande característica – notícias mais novas em primeiro lugar, duh – é, talvez a que mais encana alguns novatos. É preciso um tanto de experiência para saber como lidar com o fluxo.E o detalhe: quando comecei, láááá em 2002, não tínhamos Twitter e o Orkut não gerava um fluxo tão rico de notícias quanto o Facebook.
Lidar com o sistema de publicação é algo que exige cérebro e amigos. Não dá para sair instalando o primeiro plugin que você vê por aí. Como tudo em sistemas, há questões de segurança intrínsecas. O último vilão aqui no mundo wordpress foi o thintumb, um gerador automático de thumbs para posts que abriu brechas de segurança em muitos, muitos blogs – e acabou banido. Só que… tem muita gente por aí, inclusive em listas badaladinhas, que desenvolve temas e não sabe disso. Sim, não sabe.
Outra grande invenção do mundo blog – em todo canto onde aparece – é linkar. Alinkania, como chama o subcomandante Ernani Dimantas (se você não conhece, deveria), é parte fundamental do nosso modus operandi.
Mostrar novos sites, outros blogs, ideias bacanas, fazer resenhas, entrevistas, podcasts, o que você conseguir inventar ou reinventar. Esta é a grande alma do blog. Porque aqui, quem lê sabe, o conteúdo tem que reinar soberano.
Nas aulas, a gente pode falar, refalar, repetir… quando a gente vai ler os blogs dos alunos, isso muitas vezes não acontece. E vou contar um segredo procês: eu costumo adivinhar na largada quais são os blogs que seguirão.
O ser humano que decidiu fazer o blog tem que SER conteúdo, ideias e quer compartilhar isso com o mundo. E “mundo” aqui não são os 7 bilhões de viventes – pode ser só a família, inclusive, não tem o menor problema. E entenda: ser conteúdo é não apenas conhecer com experiência própria, mas saber pesquisar e criticar o que lê por aí.
Linkania, entretanto, é mais que ser conteúdo. É ter radar – e navegar muito. Pessoas que são conteúdo costumam abrir abas com novos blogs-sites em seus navegadores todos os dias. Elas são curiosas, pesquisam, estudam, lêem como se não houvesse outra coisa a fazer.
Este é, sim, outro ponto importante. Perguntem ao Ghedin quantos feeds ele assina. Vejam o tanto de conteúdo que gente inteligente despeja em seus blogs e/ou timelines. Quem encontra quer compartilhar.  Se não tem link (ou foto) não existe. Ponto. Precisa explicar mais?
O grande motivo de escrever este texto, ao fim e ao cabo, foi ver o quanto os novatos de hoje são diferentes do que eram há 3 ou 4 anos.
Hoje quem chega ao blog quer sucesso, fama e dinheiro. Na esteira dos PCs Siqueiras, MaryMoons e nãosalvos da vida, haja ilusão. Me lembra muito o que acontece com a carreira de jornalista – que foi minha por mais de 20 anos. O que vi de gente indo pro jornalismo porque “queria aparecer na TV” ou “ser famoso” não cabe no Guiness. E agora tem a mesma história com blog, Twitter e Facebook. Céus!
A sede humana por fama, glória e reconhecimento é algo que Freud já explicou no começo do século passado (ou final do retrasado). Velho. Está com o homem desde o começo dos tempos. Só que a vida é o que é desde sempre: trabalho duro.
Aqui no Gemind eu fico feliz porque sei que estou entre pessoas que sabem nos ossos que sucesso vem com trabalho. E que acreditam, como eu, que blog bom tem opinião, tem voz, constrói comunidade.
Mais que isso. Na internet a gente não tem que construir o mundo inteiro sozinho. A gente pode fazer um pedacinho, o vizinho faz outro, o cara do outro lado do mundo, um outro. E o conjunto de pedaços cria um belíssimo patchwork recheado de conhecimento, opinião, novidades, descobertas.
Do mito do self made man e das histórias de sucesso reinventadas durante os relatos, tão atravessados pelo onipresente marketing, o real e o contado podem ter grandes diferenças. A questão é: ter sucesso, na ilusão mais frequente, requer acertar 100%. E aí todo mundo perde.
O que falhou, o que deu errado não vale? E aí é que está o grande perigo. Porque você vai aprender é com o erro. Saber o erro, corrigir e fazer de novo direitinho (seja lá o que isso for) é o que vai te levar em frente. É da linha de código escondida, da concordância que não funciona ou na imagem fora de foco que a gente acerta, por incrível que pareça.
De quantos erros se faz um sucesso? Juro que ainda não sei. Só desejo que, neste ano que começa, seus erros produzam muitos acertos!
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Blog do Ministério da Saúde


21/09/2011 - TECNOLOGIA
Ministério lança Blog da Saúde


Nova ferramenta tem o objetivo de mobilizar a sociedade para assuntos de saúde e estreitar relação com comunidade virtual

O Ministério da Saúde lançou o Blog da Saúde (www.blog.saude.gov.br), ferramenta que fornecerá conteúdos de notícias, apresentações, fotos, infográficos, áudios, vídeos, peças publicitárias e conferências via web. O objetivo do Ministério é prestar informações ao cidadão e mobilizar a comunidade virtual para campanhas de utilidade pública, ações de promoção da saúde e temas relevantes como doação de sangue, medula, órgãos, enfrentamento ao crack e outras drogas, prevenção contra AIDS e dengue.

De acordo com a área de Redes Sociais do Ministério, cerca de 560 blogueiros brasileiros já colaboram de forma espontânea com mobilizações na internet. O Ministério da Saúde quer ampliar essas parcerias, fornecendo conteúdos específicos.

O Blog da Saúde será dividido por temas. O destaque é a área “Você e o SUS”, que será dedicada exclusivamente a conteúdos enviados pela população. A editoria contará ainda com participação do Comunica SUS, rede que abrange cerca de 1,3 mil assessores de comunicação das secretarias estaduais e municipais, prefeituras e órgãos vinculados ao Ministério para divulgação de suas ações. Neste ambiente, será feita troca de experiências e sugestões.

ATUAÇÃO NAS REDES – O Ministério da Saúde já mantém forte atuação nas Redes Sociais. Além da produção de diversos conteúdos no Twitter, o Ministério possui perfis oficiais no Orkut, Facebook, Flickr, YouTube, Slideshare, Soundcloud e Formspring. Neste último, mais de 14,5 mil questionamentos foram respondidos. O perfil minsaude no Formspring é hoje um dos maiores bancos de respostas sobre Saúde na América Latina.


Fonte: Ascom/Ministério da Saúde

domingo, 21 de março de 2010

Campanha do Greenpeace, retirada do ar pela Nestlé


Campanha do Greenpeace, retirada do ar pela Nestlé

Leia mais sobre Campanhas Publicitárias, Consumo, Meio Ambiente
Publicado na Thursday, 18 March 2010





A Nestlé, que produz o chocolate KitKat, utiliza óleo de palma de empresas que estão acabando com as florestas da Indonésia, ameaçando a sobrevivência da população local e levando os orangotangos à extinção.

Todo mundo merece um tempo – mas ter o nosso não pode significar o fim das florestas tropicais. Estamos pedindo à Nestlé que dê um tempo às florestas tropicais e aos orangotangos, parando de comprar óleo de palma vindo da destruição das florestas.
Faça algo em www.greenpeace.org.br/kitkat


Conheça alguns blogues (bons) e produzidos por pessoas conscientes:
Síndrome de Estocolmo
Escreva Lola escreva



terça-feira, 16 de março de 2010

Blogs de ciência brasileiros











Confira o perfil alguns dos principais blogs de ciência brasileiros:

Nome: Brontossauros em meu Jardim
Endereço: www.scienceblogs.com.br/brontossauros
Autor: Carlos Hotta, biólogo, pesquisador da USP
Tema: Biologia
Atualização: Cerca de 20 textos por mês
Audiência: Cerca de 15 mil visitas por mês


Nome: Rainha Vermelha
Endereço: www.scienceblogs.com.br/rainha
Autor: Átila Iamarino, biólogo e doutorando (USP)
Tema: Biologia e evolucionismo
Atualização: Cerca de 20 textos por mês
Audiência: Cerca de 16 mil visitas por mês.


Nome: Ciência em Dia
Endereço: www.cienciaemdia.folha.blog.uol.com.br
Autor: Marcelo Leite, colunista da Folha de S. Paulo
Tema: Biologia e política
Atualização: No mínimo dois textos por semana
Audiência: Cerca de 24 mil visitas por semana.

Nome: A Neurocientista de Plantão
Endereço: www.suzanaherculanohouzel.com
Autor: Suzana Herculano-Houzel, bióloga (UFRJ)
Tema: Neurociência
Atualização: Cerca de 12 textos por mês
Audiência: Cerca de 1.300 acessos por mês

Nome: Ciência Brasil
Endereço: www.cienciabrasil.blogspot.com
Autor: Marcelo Hermes-Lima, biólogo (UnB)
Tema: Política científica e bastidores da universidade
Atualização: Cerca de 75 textos por mês
Audiência: Cerca de 22 mil visitas por mês

Nome: Roda de Ciência
Endereço: www.rodadeciencia.blogspot.com
Autor: Vários blogueiros de ciência
Tema: Ciência em geral
Atualização: Cerca de 10 textos por mês
Audiência: Dados não disponíveis

Nome: União Local de Ecólogos (ULE)
Endereço: www.uleinpa.blogspot.com
Autor: Vários pesquisadores e alunos do Inpa
Tema: Amazônia
Atualização: Cerca de um texto por semana
Audiência: Cerca de 1.200 visitas por mês

Nome: Xis-Xis
Endereço: www.xisxis.wordpress.com
Autor: Isis Nóbile Diniz, jornalista de ciência
Tema: Ciência, meio ambiente e comportamento
Atualização: Cerca de 25 textos por mês
Audiência: Cerca de 18 mil visitas por mês

Nome: Rastro de Carbono
End.: www.scienceblogs.com.br/rastrodecarbono
Autor: Paula Signorini, bióloga (USP)
Tema: Meio ambiente
Atualização: Cerca de 20 textos por mês
Audiência: Dados não disponíveis


Nome: Chi vó, non pó
Endereço: www.scienceblogs.com.br/chivononpo
Autor: João C. Cunha, oficial reformado da Marinha
Tema: Ciência em geral, com ênfase em física
Atualização: Cerca de 20 textos por mês
Audiência: Cerca de 8 mil visitas por mês





Unidos, venceremos!

Reportagem destaca expansão sem precedentes dos blogs sobre ciência do Brasil
Publicado em 01/04/2009






A blogosfera científica brasileira acaba de ganhar um impulso que tem tudo para aumentar sua visibilidade e credibilidade. Foi criado no fim de março o portalScienceBlogs Brasil (SBB), versão nacional do maior condomínio de blogs de ciência do mundo. A iniciativa confirma o potencial dos blogs brasileiros sobre ciência, que ainda enfrentam obstáculos, mas vivem um momento de expansão sem precedentes.

A filial brasileira do
Science Blogsfoi criada a partir de uma iniciativa similar existente anteriormente – oLablogatórios,criado pelos biólogos Carlos Hotta e Átila Iamarino, agora responsáveis por gerenciar a comunidade de blogueiros do SBB. Apesar de sua vida curta – o portal foi lançado em 2008 –,oLablogatórioschegou a reunir cerca de 20 páginas e aumentou bastante o número de visitantes de cada uma.

Bom exemplo disso é o blog do próprio Hotta,
Brontossauros em meu Jardim, que ganhou o prêmio Best Blogs Brasil 2008 na categoria ciência. “OBrontossaurossaltou de uma média de 4 mil visitas mensais para cerca de 15 mil após a criação do portal”, conta o biólogo.

O objetivo por trás da reunião dessas iniciativas é aumentar a visibilidade de cada uma, no melhor espírito de ‘a união faz a força’. “Com o
ScienceBlogs Brasil,ganhamos mais poder de divulgação e projeção”, explica Átila Iamarino, autor do blogRainha Vermelha.“Temos agora um ponto de convergência de conteúdo científico que dá credibilidade e facilita o contato de leitores e blogueiros com outros blogs.”

Ainda é cedo para confirmar o aumento de audiência esperado para as 21 páginas reunidas no
ScienceBlogs Brasil. Mas o significado da mudança é claro. “Incorporamos uma marca muito forte de divulgação científica ao nosso time, o que certamente trará muito mais retorno no futuro”, aposta Hotta.

Mais blogs, menos espaço na imprensa

O lançamento dessa iniciativa se dá em um momento em que os blogs de ciência estão em alta em todo o mundo. O fenômeno foi apontado em uma
reportagem da edição de 19 de março da revista Nature, um dos periódicos científicos mais influentes do mundo. Segundo a reportagem, o aumento do número de pesquisadores blogueiros acontece paralelamente a uma crise do jornalismo de ciência nos Estados Unidos e na Europa.

Uma pesquisa promovida pela própria
Nature junto a 493 jornalistas que cobrem ciência revelou um quadro de muitas demissões e aumento da carga de trabalho daqueles que conservaram seus postos. A revista aponta ainda que o tema vem perdendo espaço na imprensa generalista, sobretudo nos Estados Unidos – a extinção da seção de ciência do Boston Globe é citada como exemplo dessa tendência.

No Brasil, o espaço da ciência no noticiário não parece ameaçado – por enquanto. Porém, também aqui um número cada vez maior de pesquisadores vem recorrendo a blogs para se comunicar com colegas e com o público, antecipar resultados de estudos e comentar os bastidores da vida acadêmica.

Bom exemplo disso é o blog
A neurocientista de plantão, de Suzana Herculano-Houzel, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ela anunciou ali em primeira mão a publicação do artigo de seu grupo de pesquisa que fez uma contagem pioneira do número de neurônios do cérebro humano.

Os blogs podem servir também de instrumento de mobilização política por parte dos cientistas. Um exemplo é o caso do
Ciência Brasil, do biólogo Marcelo Hermes-Lima, professor da Universidade de Brasília (UnB). O autor dá destaque ali a questões de política científica e assuntos administrativos internos da UnB.


Franca expansão

A criação do
ScienceBlogs Brasil é sintomática do bom momento de nossa blogosfera científica, mas não é a única iniciativa do gênero no país. No mesmo espírito, existe desde agosto de 2006 a Roda de Ciência, blog coletivo cujas postagens dão destaque a textos originais dos blogs individuais dos 23 participantes. “A proposta era aproximar os blogs de ciência e juntar mentes para gerar novas ideias”, define a bióloga Maria Guimarães, criadora da Roda. As postagens são pautadas por um tema periódico, escolhido por votação e divulgado pelo moderador.

Na mesma linha, o
Anel de Blogs Científicos é outro exemplo de condomínio de blogs de ciência em língua portuguesa. Vinculada ao Departamento de Física e Matemática da USP (campus de Ribeirão Preto), a iniciativa envolve 130 participantes de Brasil e Portugal.

Outro exemplo do dinamismo que agita a blogosfera científica brasileira foi a realização, no início de dezembro de 2008, do I Encontro de Weblogs Científicos em Língua Portuguesa. Apesar da dimensão modesta – o evento reuniu cerca de 15 blogueiros –, a iniciativa ajudou a firmar os laços que unem esses divulgadores e permitiu discutir estratégias para melhorar a visibilidade dos blogs de ciência.

Essas iniciativas mostram que temos hoje um quadro bastante diferente daquele que havia em 2005, quando a
CH On-line publicou sua primeira reportagem sobre a blogosfera científica brasileira, marcada por iniciativas isoladas. A criação de condomínios como o ScienceBlogs Brasil e a Roda de Ciência mostra que os blogs estão em franca expansão desde então.

Espaço para crescer
É claro que ainda estamos longe da popularidade e da audiência de blogs dedicados a entretenimento e amenidades. A título de exemplo, o blog do jornalista Juca Kfouri, que cobre futebol e outros esportes, alcançou no último fim-de-semana o marco de 50 milhões de visitas desde setembro de 2005 – um índice ainda utópico para uma página sobre ciência.

Uma comparação como essa tem pouca validade – em outras esferas, a ciência ainda é um tema sem a mesma visibilidade que têm esportes, humor e cultura. Seja como for, ainda há espaço para um aumento do número de leitores. João Carlos Cunha, oficial reformado da Marinha e autor do blog
Chi vó non pó,concorda com a análise: “Vejo com alegria o crescimento dos blogs devotados à divulgação das ciências, mas acredito que ainda é cedo para ‘soltar foguetes’. Por enquanto, esses blogs ainda têm um público fiel pequeno, no Brasil”.

Na avaliação da bióloga Paula Signorini, titular do
Rastro de carbono, há ainda bastante espaço para crescimento da blogosfera científica brasileira. Para isso, no entanto, é preciso superar o preconceito que ela atribui a alguns pesquisadores. “Acredito que os acadêmicos em geral ainda vejam blogs como meros diários de adolescentes e que ainda não percebam o poder que a ferramenta dá para que eles alcancem o público leigo”, avalia.

Um exemplo do chão que nos resta a percorrer pode ser visto na versão em inglês do portal
ScienceBlogs. A iniciativa reúne 78 blogs, mantidos na maior parte por cientistas que utilizam essas páginas para divulgar suas próprias pesquisas.

Os blogs brasileiros de ciência ainda precisam de fôlego para chegar a esse patamar, mas estão no bom caminho. Resta torcer para que o público e a parcela da comunidade científica que ainda enxerga essas iniciativas com reticência reconheçam o valor da divulgação científica no formato dos blogs.
A ciência também nos microblogs
Além dos blogs tradicionais, a ciência tem ganhado visibilidade também no Twitter,a mais nova febre da internet. Esse tipo de ferramenta é conhecido como microblog, pois as postagens de cada usuário devem ter no máximo 140 caracteres. Carlos Hotta, Átila Iamarino e Paula Signorini são alguns dos blogueiros ouvidos por nossa reportagem que já se renderam à novidade. ACiência Hoje não ficou para trás e já tem sua conta no Twitter. Assine as nossas postagens para receber notícias sobre as últimas atualizações da CH On-line!

Isabela Fraga
Bernardo Esteves
Ciência Hoje On-line
01/04/2009

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Livro discute desafios e perspectivas do Jornalismo Ambiental



Publicação do Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul traz 32 textos de autores nacionais e internacionais


Fonte: Blog Ecoagência

O Núcleo de Ecojornalistas do RS, em 2008, na Feira do Livro de Porto Alegre, o livro “Jornalismo Ambiental: desafios e reflexões”. A publicação, com 450 páginas, reúne 32 textos sobre peculiaridades, problemas e possibilidades da cobertura sobre meio ambiente. A obra foi organizada pelos jornalistas e pesquisadores Ilza Girardi e Reges Schwaab, integrantes da diretoria do NEJ/RS e sai pela Editora Dom Quixote, de Porto Alegre.

Segundo Ilza Girardi, o livro representa a concretização de um esforço coletivo para colocar à disposição de jornalistas e estudantes da área, um material que contribuirá com a qualificação profissional e o aprofundamento das discussões sobre os problemas ambientais. “O nosso papel, enquanto jornalistas, é o de levantar temas, questionar problemas que afetam a qualidade de vida de todos os seres e também mostrar bons exemplos”, argumenta.

Ao debater a complexidade da abordagem da problemática socioambiental, o conjunto de artigos busca ampliar a compreensão da natureza do Jornalismo Ambiental e do próprio fazer jornalístico: os pressupostos éticos, o caráter público da informação, a cidadania e a necessidade de uma cobertura qualificada, superando uma visão fragmentária da realidade.

Fruto dos debates do II Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental, promovido pelo Núcleo em 2007, o livro está dividido em duas partes. Na primeira, estão textos de jornalistas brasileiros e de outros países da América Latina, além de pesquisadores da área, que foram conferencistas no evento: Adalberto Marcondes, André Trigueiro, Beatriz Dornelles Gabriela Michelotti, Vilmar Berna e Wilson da Costa Bueno, do Brasil, além de Adelfa Fiallo (Cuba), Hernán Sorhuet Gelos (Uruguai), Miguel Angel de Alba (México), Sharon Pringle (Panamá) e Victor Bacchetta (Uruguai).

Na segunda parte, o livro traz textos de pesquisadores de diferentes etapas de formação acadêmica, além de professores universitários, apresentados nas sessões de trabalhos científicos do Congresso: Ana Paula Lückman; Bianca Costa; Carine Massierer; Clarissa Baumont, Ilza Girardi e Rosa Nívea Pedroso; Carlos Fioravanti; Cláudia de Moraes e Aline Corrêa; Cristiane Pereira; Dinair Teixeira; Edileuson Almeida; Efraim Neto; Eloísa Loose; Fabrício Ângelo e Cacilda Carvalho; Jane Mazzarino; Katarini Miguel; Lara Ely; Laura Martirani e Helena Gomes; Lourdes Silva e Nilzélia Oliveira; Maria Daniela Vianna e Wanda Günther; Maria Morais; Mariana Campos; Patrícia Kolling e Everton Maciel.

Para Ilza Girardi, que também é a atual coordenadora do NEJ/RS, o livro “Jornalismo Ambiental: desafios e reflexões” é uma conquista marcante dentro dos 18 anos da entidade. A contribuição gentil dos autores foi fundamental, segundo ela, para concretizar a proposta. “Esperamos continuar com as nossas diversas frentes de atuação: os debates das Terças Ecológicas, o portal EcoAgência, o programa de rádio Sintonia da Terra, além das publicações, palestras e cursos que temos oferecido. O que move o NEJ/RS é a crença de que através deste trabalho avançamos na construção de uma vida sustentável, que significa um mundo com justição social, paz, solidariedade e respeito a todos os seres”, completa.

Jornalismo Ambiental: desafios e reflexões. Ilza Girardi e Reges Schwaab (orgs.). Editora Dom Quixote e Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul
Páginas: 450 págs
ISBN: 978-85-99988-15-2


Veja também o site http://www.ecoagencia.com.br/