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Ciência, tecnologias, saúde e meio ambiente - Blog pedagógico - Unicesp/Brasília/DF - Professora Solange Pereira Pinto - sollpp@gmail.com
terça-feira, 19 de outubro de 2010
As pesquisas eleitorais e os modelos científicos
As pesquisas eleitorais e os modelos científicos
A discrepância entre as previsões das pesquisas eleitorais e os resultados das urnas servem como pretexto para o físico Adilson de Oliveira discutir como os cientistas se baseiam em modelos da natureza para fazer previsões.
Por: Adilson de Oliveira
Publicado em 15/10/2010 | Atualizado em 18/10/2010
Trabalhadores desembarcam caminhão com as urnas lacradas. Apesar de dezenas de pesquisas, no dia da eleição tudo pode mudar (foto: Agência Senado / CC BY-NC 2.0).
Os resultados das pesquisas de intenção de voto estão entre os assuntos mais comentados nesse período eleitoral. Praticamente toda semana e, ultimamente, quase todos os dias, surge uma nova pesquisa sobre a preferência da população em relação aos candidatos à presidência da República e ao governo dos estados que terão segundo turno.
Os resultados dessas pesquisas não somente influenciam diretamente a forma como os candidatos conduzem as campanhas, mas também acabam influenciando o próprio eleitorado.
Como é possível fazer previsões entrevistando apenas 3 mil pessoas em um universo de mais de 120 milhões de eleitores?
Houve grande frustração pelo fato de nenhum dos institutos de pesquisa de opinião ter conseguido prever com certeza o segundo turno para as eleições presidenciais. O resultado das urnas surpreendeu a muitos, pois houve uma brusca mudança entre a vontade do eleitorado retratada nas sondagens e a realidade apresentada pelas urnas.
Os resultados dessas pesquisas sempre são divulgados ao lado da sua margem de erro, ou seja, o grau de precisão do resultado. No caso das pesquisas para presidente, a margem de erro costumava ser de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, criando expectativas, como a situação de "empate técnico" entre dois candidatos.
É comum que a maioria das pessoas se pergunte: como pode ser possível fazer previsões como estas entrevistando apenas 2 ou 3 mil pessoas, em um universo de mais de 120 milhões de eleitores? É possível prever o futuro – no caso, quem será o próximo presidente? Essas previsões são científicas?
As pesquisas de opinião são baseadas em métodos estatísticos que levam em conta a distribuição da população brasileira por idade, sexo, nível de escolaridade, renda mensal e região do país em que vive. Contudo, cada instituto adota metodologias diferentes e, por isso, surgem resultados diferentes, mesmo para pesquisas realizadas na mesma época.
Modelos da natureza
A ciência costuma trabalhar com previsões feitas por meio de modelos desenvolvidos e testados a partir da observação da natureza. As leis da mecânica estabelecidas no século 17 por Isaac Newton (1642-1727), por exemplo, permitem prever o movimento de queda de um corpo ou quais são as órbitas dos planetas ao redor do Sol.
Seu poder de previsão é tão grande que foi possível descobrir, a partir de irregularidades na órbita de planeta Urano, a existência no Sistema Solar de um planeta que ainda não havia sido observado. Cálculos feitos de forma independente pelo matemático Urbain Leverrier (1811-1877), na França, e pelo astrônomo John Couch Adams (1819-1892), na Inglaterra, previram a localização do planeta desconhecido.
Ele foi observado em 23 de setembro de 1846 pelo astrônomo alemão Johann Gottfried Galle (1812-1910) e pelo dinamarquês Heinrich Louis d'Arrest (1822-1875) e posteriormente batizado de Netuno. Sua descoberta representou a maior glória do modelo newtoniano, pois pela primeira vez foi possível prever a posição de um planeta a partir de cálculos matemáticos.
- Netuno e seu satélite Triton fotografados pela sonda Voyager 2 em 1989. A descoberta desse planeta no século 19, feita apenas com cálculos matemáticos, representou um triunfo do modelo newtoniano do universo (foto: Nasa / Jet Propulsion Lab).
Curiosamente, muitos dos planetas descobertos em outros sistemas estelares (que já são 500 na data da publicação dessa coluna) utilizam cálculos semelhantes.
A descoberta de Netuno representou a maior glória do modelo newtoniano
Todo modelo tem o seu limite de validade, ou seja, situações nas quais ele não consegue descrever com precisão os fenômenos observados.
As leis da mecânica newtoniana não conseguem descrever a luz e os fenômenos eletromagnéticos, a estrutura atômica da matéria ou eventos que ocorrem com velocidades próximas à da luz ou na presença de campos gravitacionais intensos. Nesse caso, outras teorias e modelos são necessários para explicar esses fenômenos naturais.
Equações de Maxwell e mecânica quântica
A maioria dos fenômenos eletromagnéticos são descritos pelas equações de Maxwell, que foram organizadas em 1865 pelo físico escocês James Clerk Maxwell (1831-1879). Antes dele, diversos pesquisadores tinham estudado fenômenos associados a campos elétricos e magnéticos, como o caso de Ampère, Oersted, Faraday e outros, mas coube a Maxwell propor um modelo unificado para explicar essas interações.
As equações de Maxwell não funcionam para explicar os fenômenos na escala atômica
As equações de Maxwell descrevem como os campos elétricos e magnéticos interagem entre si e também mostram que a luz é um fenômeno eletromagnético e se propaga na forma de uma onda. Essa descrição, contudo, não funciona para explicar os fenômenos na escala atômica. Nesse caso, um novo modelo teve que ser desenvolvido.
A mecânica quântica é um modelo físico que começou a ser desenvolvido no começo do século 20. Aos poucos, os físicos descobriam novos fenômenos que os modelos da época – a mecânica newtoniana e o eletromagnetismo de Maxwell – não conseguiam explicar de maneira satisfatória.
Um exemplo disso foi a descoberta de que a luz pode, em algumas situações, não se comportar como uma onda eletromagnética, como previsto pelas equações de Maxwell, mas sim como pacotes de energia proporcionais à frequência da radiação incidente. Posteriormente, esses pacotes de energia foram chamados de fótons. Essa proposta foi feita por Albert Einstein (1879-1955) em 1905 e é considerada um dos marcos desse novo modelo.
- As descobertas de Einstein sobre a natureza da luz em 1905 levaram a uma revisão do modelo de Maxwell do eletromagnetismo (foto: Zouavman Le Zouave / CC 3.0 BY-SA).
A mecânica quântica não foi apenas um novo modelo para descrever os fenômenos na escala atômica, mas também revolucionou a forma de entendermos a natureza. Entre as inúmeras mudanças que ela introduziu, talvez a mais impactante tenha sido a descoberta de que, quando medimos com absoluta precisão a posição de uma partícula, o seu momento (que é o produto da sua massa por sua velocidade) não pode ser conhecido com precisão.
Os modelos e teorias desenvolvidos pela física estão em transformação constante
Essa limitação não é técnica, no sentido de uma limitação dos equipamentos que fazem a medição, mas sim uma imposição da natureza. Esse é o princípio da indeterminação, proposto em 1927 pelo alemão Werner Heisenberg (1901-1976).
Dessa forma, mesmo os modelos e as teorias desenvolvidos pela física e pela ciência de forma geral estão em transformação constante: quando se descobre uma nova situação, o modelo deve ser aprimorado para descrever melhor o fenômeno observado.
No caso de modelos estatísticos que descrevem as opiniões das pessoas, que estão a todo momento sendo influenciadas por muitas variáveis, principalmente a propaganda eleitoral, é sempre difícil conseguir uma precisão absoluta que se refletiria em pesquisas de opinião sem erros.
De fato, o resultado absoluto só é obtido quando se faz a pesquisa levando em conta todas as opiniões, ou seja, a eleição computando cada voto dado. Nesse caso, porém, já não há a necessidade de qualquer modelo ou previsão!
Adilson de Oliveira
Departamento de Física
Universidade Federal de São Carlos
Adilson de Oliveira
Departamento de Física
Universidade Federal de São Carlos
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Estudioso da moral pode ser fraudador

| Fonte: JC e-mail 4080, de 23 de Agosto de 2010. Marc Hauser, de Harvard, que também estuda protolinguagem em animais, passa por investigação nos EUA Um dos principais defensores da hipótese de que a moralidade é inata, tendo evoluído naturalmente nos ancestrais do homem, está sendo acusado de... fraude. Marc Hauser, biólogo da Universidade Harvard, teria falsificado dados de experimentos, afirmam antigos subordinados do pesquisador. Procurados pela Folha de SP, tanto Hauser quanto a universidade se recusaram a falar. Em declaração oficial, Harvard só diz que o professor está sendo investigado e que "o registro científico de seu trabalho será corrigido". Os detalhes da suposta fraude têm aparecido aos poucos, desde a semana passada. Mas o que talvez seja a peça decisiva do quebra-cabeças veio à tona na quinta-feira (19/8), em reportagem do jornal "Chronicle of Higher Education", dos Estados Unidos. Um ex-assistente de pesquisa de Hauser forneceu documentos e e-mails comprometedores ao jornal, sob a condição de ficar anônimo. As mensagens mostram um Hauser irritado com as dúvidas de seus colaboradores. Macacos falantes Segundo o ex-assistente de pesquisa, o problema principal envolvia experimentos sobre linguagem com macacos resos. Neles, Hauser e companhia queriam verificar se os bichos captavam certos padrões de som, parecidos com as sílabas da fala. Um estudo assim, aliás, havia sido relatado nesta Folha em 2004. Ocorre, porém, que o então assistente teria notado algo estranho. Enquanto as observações feitas pelo professor mostravam os primatas captando alguns dos padrões de sílabas, as assinadas por outro assistente, vendo o mesmo vídeo, diziam que nada acontecia. Junto com um aluno de pós-graduação, o assistente teria sugerido pedir a ajuda de um terceiro observador para tirar a teima. Hauser reagiu: "Estou ficando meio p. aqui", teria escrito num e-mail. "Não houve inconsistências [nos dados]!" A troca de e-mails e outras conversas parecidas teriam levado subordinados a denunciar Hauser à direção de Harvard, deflagrando uma investigação que começou em 2007 e continua até hoje. Referência Os cientistas que estudam primatas se dizem preocupados. "Os trabalhos dele são referência para muitos outros, estavam entre os mais citados na área", diz Maria Emilia Yamamoto, psicóloga da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Os resultados de Hauser realmente nunca tinham sido replicados por outros cientistas, mas, para a pesquisadora, isso nunca foi encarado como um indicador de possível desonestidade. "Não é incomum não se conseguir reproduzir os resultados, isso não era preocupante. A condição dos animais em diferentes lugares pode variar, por exemplo." Segundo ela, os trabalhos eram "cuidadosos, muito bem escritos. Se os dados que ele utilizava como base não eram confiáveis, quem poderia saber? Em princípio, você acredita no cientista." Eduardo Ottoni, etólogo (especialista em comportamento animal) da USP, prefere ser cauteloso sobre as denúncias. "Tem um elemento de "Schadenfreude" [alegria com a desgraça dos outros] nessa história, principalmente porque se trata de um cara VIP", afirma ele. Ottoni lembra, porém, que alguns pesquisadores da área já diziam que Hauser era descuidado em seus experimentos, "embora excelente do ponto de vista teórico". Uma possível falha seria o fato de que os responsáveis por anotar as reações dos macacos já sabiam de antemão qual eram os estímulos, o que poderia gerar vieses. "Pode haver um efeito VIP aí. Se fosse pesquisa minha, o revisor do artigo ia me debulhar. Mas, como era o Hauser, ele pode ter sido mais complacente", diz Ottoni. (Reinaldo José Lopes e Ricardo Mioto) (Folha de SP, 21/8) |
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segunda-feira, 21 de junho de 2010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
A caatinga brasileira já perdeu 53,62%
05/05/2010 -
A caatinga brasileira já perdeu 53,62% de sua cobertura original, devido ao desmatamento
Silvia Pacheco
Fonte: Correioweb - Eu estudante
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a área também é a “mais vulnerável” aos efeitos das mudanças climáticas e corre sério perigo de desertificação
A caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro, é conhecida como cenário de histórias do cangaço e dos heróis do escritor Ariano Suassuna; e por ser a terra do xote, do xaxado e do baião. Porém, poucos conhecem as riquezas ambientais da região que abriga 13 milhões de pessoas e está presente em 10 estados brasileiros. Esse bioma, encrustrado no semiárido, está agora ameaçado de extinção pelo crescente desmatamento de sua vegetação original. A constatação foi feita no estudo realizado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), que monitorou entre 2002 e 2008 todo o bioma. LEIA MAIS....
Aluno em atividade: Leia a matéria acima e identifique os fatores preconizados por Wilson Bueno, no livro Comunicação, Jornalismo e Meio Ambiente: teoria e pesquisa, observando os itens a seguir:
MÍDIA
EDITORIA
MANCHETE
REPÓRTER
aspectos:
POLÍTICOS
ECÔNOMICOS
CULTURAIS
SOCIAIS/SOCIEDADE
TECNOLÓGICOS
CIENTÍFICOS
FONTES (variadas)
ENGAJAMENTO (repórter)
CAUSAS
CONSEQUÊNCIAS
IMAGENS
BOX
INFOGRÁFICO
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quinta-feira, 3 de junho de 2010
onde pesquisar?
Em 2010, os principais índices de referência internacional de cobertura multidisciplinar de informação científica são: o Web of Science (WoS), produzido por Thomson Reuters Scientific,Scopus produzido pela Elsevier, Google Scholar e SciELO(Scientific Electronic Library Online). Na área da saúde, os principais índices são MEDLINE, que indexa a literatura científica internacional e a LILACS que indexa a literatura científica e técnica publicada em AL&C. LILÁS, além dos periódicos científicas indexa outros tipos de literatura como monografias, tese e dissertações, documentos governamentais, anais de congresso.
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dados brasileiros,
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sites interessantes
sexta-feira, 28 de maio de 2010
É preciso navegar para saber mais sobre meio ambiente!
Aluno em atividade: Navegue nos links abaixo, escolha cinco, faça uma resenha de cada um apontando o tipo de instituição (se governamental, privada, ONG etc.) representada pelo sítio, qual é a sua missão, objetivos, quais os tipos de conteúdos veiculados, quais são as características visuais e de navegação (interface amigável? imagens, organização de assuntos etc.). Após, conhecer o site faça uma resenha com os dados coletados e dê também sua opinião sobre o site. O trabalho é para leitura em sala e portfólio do segundo bimestre. As melhores resenhas serão publicadas no Textual Online.
sites ambientais
• amazônia - amazonia.org.br
• aquecimento global - mundo quente. notícias e artigos sobre o fenômeno climático.
• as plantas - informações sobre as plantas. chave da vida no planeta
• biólogo.com.br - conhecer para preservar.
• ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos recursos naturais renováveis.
• fundação sos mata atlântica - Conheça o site desta importante fundação.
• instituto de pesquisa ambiental da amazônia - www.ipam.org.br
• jornal do meio ambiente - meio ambiente, ecologia e informação atualizada.
• (o) eco - reportagens, salada verde, colunas, entrevistas, o eco.net
• recicloteca - Lixo, reciclagem, coleta seletiva, educação ambiental e informação ambiental.
• socioambiental.org - legislação, manchetes, notícias
- WWF Brasil
- Inpa - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia
- Museu Paraense Emílio Goeldi
- Ministério do Meio Ambiente
Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN)
Comissão de Gestão de Florestas Públicas (CGFLOP)
Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH)
Comissão Nacional da Biodiversidade (Conabio).
Comissão Nacional do Programa Cerrado Sustentável (Conacer)
Comissão Nacional de Florestas (Conaflor)
Conselho Nacional do Meio Ambiente ( Conama )
Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA)
blogs ambientais
- blog do Biologo
• bioterra - reflexões sobre educação ambiental (Portugal)
• blog do planeta - do editor de Ciência & Tecnologia da revista Época
• dias com árvores - interessante blog ecológico (Portugal)
• eco-repórter-eco - notícias, opiniões, críticas, causas ambientais
• plantas do cerrado - conhecendo um dos tesouros do Brasil
• jornal da biologia - notícias diárias sobre meio ambiente e biologia
• mundo animal - questões éticas sobre animais
• ondas - casos, questões e políticas
• os ambientalistas - curiosidades, política, experiências (Portugal)
• tupiniquim - defesa do meio ambiente e direitos indígenas
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