quinta-feira, 16 de julho de 2009

A Carta do Cacique Seattle, em 1855

Fonte: Cultura Brasil



Em 1855, o cacique Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, enviou esta carta ao presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce), depois de o Governo haver dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios. Faz mais de um século e meio. Mas o desabafo do cacique tem uma incrível atualidade. A carta:

"O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade. Nós vamos pensar na sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra. O grande chefe de Washington pode acreditar no que o chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas, elas não empalidecem.

Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo.

Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exaurí-la ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende.

Não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o zunir das asas dos insetos. Talvez por ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é terrível para os meus ouvidos. E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo à noite? Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho d'água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com aroma de pinho. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todos os seres vivos respiram o mesmo ar, animais, árvores, homens. Não parece que o homem branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível ao mau cheiro.

Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo que possa ser de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso que um bisão, que nós, peles vermelhas matamos apenas para sustentar a nossa própria vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. Tudo quanto fere a terra, fere também os filhos da terra.

Os nossos filhos viram os pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio e envenenam seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias. Eles não são muitos. Mais algumas horas ou até mesmo alguns invernos e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nestas terras ou que tem vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos, um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.

De uma coisa sabemos, que o homem branco talvez venha a um dia descobrir: o nosso Deus é o mesmo Deus. Julga, talvez, que pode ser dono Dele da mesma maneira como deseja possuir a nossa terra. Mas não pode. Ele é Deus de todos. E quer bem da mesma maneira ao homem vermelho como ao branco. A terra é amada por Ele. Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo Criador. O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras raças. Continua sujando a sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão então os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus à andorinha da torre e à caça; o fim da vida e o começo pela luta pela sobrevivência.

Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos quais as esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais visões do futuro oferecem para que possam ser formados os desejos do dia de amanhã. Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são ocultos para nós. E por serem ocultos temos que escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos na venda é para garantir as reservas que nos prometeste. Lá talvez possamos viver os nossos últimos dias como desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueça como era a terra quando dela tomou posse. E com toda a sua força, o seu poder, e todo o seu coração, conserva-a para os seus filhos, e ama-a como Deus nos ama a todos. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum."

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Droga da obediência




Quinta-feira, 18/06/2009

O cloridrato de metil-fenidato é o remédio mais conhecido para quem sofre de transtorno de déficit de atenção. O consumo do medicamento cresceu mais de 1.600% em oito anos.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Consumo sustentável


O conceito de consumo sustentável passou a ser construído a partir do termo desenvolvimento sustentável, divulgado com a Agenda 21, documento produzido durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (ECO-92), no Rio de Janeiro, em 1992.
A Agenda 21 relata quais as principais ações que devem ser tomadas pelos governos para aliar a necessidade de crescimento dos países com a manutenção do equilíbrio do meio ambiente. Os temas principais desse documento falam justamente sobre mudanças de padrões de consumo, manejo ambiental dos resíduos sólidos e saneamento e abordam ainda o fortalecimento do papel do comércio e da indústria.


O desafio de que todos passem a pensar seriamente na necessidade de reciclar, de adotar um novo estilo de vida e de padrões de consumo é uma tarefa de todos: governos, cidadãos e cidadãs. A Associação Alternativa Terrazul, em parceria com a Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça e o Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa de Direitos Difusos, decidiu realizar oficinas sobre Consumo Sustentável em diversos municípios do Ceará, e agora elabora essa Cartilha para ajudar a vencer esse desafio.


Você já pensou na quantidade de água que utiliza para escovar os dentes, tomar banho lavar a louça, a roupa ou o carro? Ao deixar um cômodo você apaga a luz? Você se preocupa em casa, na escola, no trabalho em reciclar o papel que não tem mais utilidade ou o joga diretamente no lixo? Quando vai fazer compras, você adquire realmente o que necessita, ou, por atos compulsivos, ou sugestões de publicidades, vai adquirindo produtos supérfluos? Você prepara comida suficiente apenas para o consumo, ou faz a mais para depois jogar fora? Você se dá conta de que, se não começar a pensar nessas questões, além de consumir os recursos naturais do Planeta, que vão comprometer a vida das gerações futuras, esse consumismo desenfreado tem também impacto no seu bolso?


Se você acha que isso é muito complicado, e que, ademais, não é problema seu, leia com atenção as dicas e informações dessa cartilha e perceba o risco que está correndo, se não começar já a seguir essas recomendações.


Leia, divulgue na sua escola, no seu trabalho, na sua rua. Seja um consumidor consciente e faça parte dessa liga que vai ajudar a tornar o mundo mais justo e mais sustentável para todos e todas.


Fonte: Associação Civil Alternativa Terrazul (conheça o site!)
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ALUNO EM ATIVIDADE: Faça um resumo da cartilha (em duas páginas no máximo) , destacando seus pontos principais.

Documentário a História das Coisas

A História das Coisas, versão brasileira do documentário The Story of Stuff, de Annie Leonard


O que é História das Coisas ?
Da extração e produção até a venda, consumo e descarte, todos os produtos em nossa vida afetam comunidades em diversos países, a maior parte delas longe de nossos olhos.

História das Coisas é um documentário de 20 minutos, direto, passo a passo, baseado nos subterrâneos de nossos padrões de consumo. Revela as conexões entre diversos problemas ambientais e sociais, e é um alerta pela urgência em criarmos um mundo mais sustentável e justo. Ensina muita coisa, nos faz rir, e pode mudar para sempre a forma como vemos os produtos que consumimos em nossas vidas.
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ALUNO EM ATIVIDADE: Assista ao vídeo e faça um comentário apontando quais soluções VOCÊ poderia tomar a curto, médio e longo prazo. Cite ainda algumas políticas governamentais que você julga importantes, a partir do conteúdo explanado sobre "A hitória das coisas".

Manual de Etiqueta Sustentável



Planeta Sustentável

Manual de Etiqueta Sustentável - 120 idéias para enfrentar o aquecimento global e outros desafios da atualidade
Água
Energia Elétrica
Cidadania
Consumo
Reciclagem
Ecologia deixou de ser um assunto restrito a entusiastas e cientistas. O tema muitas vezes visto como árduo, no passado, agora ocupa as manchetes de jornais e, até, as colunas sociais.

O que era chato ficou chique. Empresas, mídia, governos, bancos, astros de Hollywood e do Brasil passaram a discutir – com urgência – como fazer para salvar o homem do aquecimento global e melhorar a qualidade de vida na Terra.

A noção de sustentabilidade – desenvolvimento que não compromete o futuro – começa a ganhar as ruas.

O movimento Planeta Sustentável faz parte dessa corrente que pretende amenizar nosso impacto sobre o ambiente e tornar a convivência social cada vez mais civilizada.

Este manual quer provar como é possível promover pequenos gestos que conduzirão a grandes mudanças se forem adotados por todos nós. Um bom começo é praticar os “três erres”: reduzir, reutilizar e reciclar.

As dicas e informações que você vai ler aqui podem ser aplicadas no dia-a-dia agora mesmo, em sua própria casa, no trabalho, circulando pelas ruas e em sua vida pessoal.

A luta pela sustentabilidade será vencida em diversas frentes – que vão da tecnologia à política. Mas em todas elas será preciso promover a mudança de hábitos pessoais. Este manual ensina como começar a modificar os seus. É preciso fazer algo. E devemos fazer já.
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ALUNO EM ATIVIDADE: Entre neste link e faça o cadastro/login e veja quantos pontos você alcança. Após, faça um texto explicando o que é sustentabilidade (faça sua pesquisa) e em quais áreas (água/ Energia Elétrica/ Cidadania/ Consumo/ Reciclagem) você tem se saído melhor e em quais áreas você precisa melhorar e o por quê.
Faça uma análise crítica da sua postura quanto à sustentabilidade do planeta. O texto deverá ser entregue impresso e colocado no portfólio.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Até tirar a gravata pode ajudar a proteger o planeta.

11/06/09 - 21h19 - Atualizado em 11/06/09 - 21h19

Japão quer reduzir emissão de gases para aquecer a economia
País quer combater a recessão e o aquecimento global.



Do G1, em São Paulo, com informações do Jornal Nacional

O governo japonês lançou uma série de medidas para reduzir em seis por cento a emissão de gases que provocam o aquecimento do planeta. O objetivo também é reaquecer a economia, mas tudo de um jeito bem informal.



No emaranhado de caracteres japoneses, uma palavrinha para atrair os consumidores de qualquer língua: “eco”. Vem de “ecologia”, mas no Japão também significa “desconto”. É um projeto do governo: os consumidores ganham bônus em dinheiro ao comprar produtos que gastam menos energia e emitem menos dióxido de carbono, o gás responsável pelo aquecimento global.

Em meio a uma forte recessão, as empresas apostaram na ideia. As indústrias concorrem para lançar a geladeira e a televisão mais ecológicas. Consumidor consciente ganha mais cinco por cento de desconto na loja. O gerente diz que as vendas aumentaram em dez por cento desde que a promoção foi lançada no mês passado.

Este carro promete causar menos danos ao planeta que os concorrentes. Vem com um painel que capta a energia do sol para acionar o ar condicionado. A vendedora explica que, quando o carro está estacionado no sol, o calor lá dentro pode chegar a oitenta graus. Basta apertar o controle e em três minutos a temperatura estará agradável e sem gastar um pingo de combustível. A lista de espera para comprar um é de cinco meses.

Uma das medidas adotadas pelos japoneses para combater o aquecimento global não exige nenhuma novidade tecnológica: é tirar a gravata. É oficial, uma decisão do governo. Nos próximos meses, os japoneses estão livres desta formalidade. É mais confortável e – dizem eles – ajuda a proteger o planeta.

A lógica é simples: sem gravata fica mais fácil suportar o calor do verão e as empresas reduzem o uso do ar condicionado. O primeiro ministro Taro Aso e os colegas de trabalho deram o exemplo.

Alguns aproveitaram a proibição da gravata na reunião e, ao escolher a camisa, capricharam na criatividade. A moda já está nas ruas, e já acharam novos usos para a gravata. “Ela está no bolso só para dar um charme”, diz, “não ficou legal?”
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ALUNO EM ATIVIDADE: Analise a notícia acima e faça seu comentário acerca da decisão do governo.

terça-feira, 9 de junho de 2009

“Apesar do progresso, nunca foram usados tantos animais em pesquisa”

ALUNO EM ATIVIDADE: Faça um texto com base na frase de Marcelo Leite "Nunca vou esquecer o que ouvi de um jornalista americano sobre as regras de conduta para nossa profissão: busque a verdade, aja com independência e minimize o dano".
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Notícias Terça-Feira, 09 de junho de 2009

Três erres, artigo de Marcelo Leite



Marcelo Leite é autor de "Folha Explica Darwin" (Publifolha, 2009) e do livro de ficção infanto-juvenil "Fogo Verde" (Editora Ática, 2009), sobre biocombustíveis e florestas. Blog: Ciência em Dia (cienciaemdia.folha.blog.uol.com.br). E-mail: cienciaemdia.folha@uol.com.br. Artigo publicado na “Folha de SP”:

Os 200 anos do nascimento de Charles Darwin e os 150 da publicação de "Origem das Espécies" não são as únicas efemérides da ciência em 2009. Neste ano celebra-se também meio século do nascimento de um conceito generoso: 3R.

Três erres: "replacement, reduction, refinement". Numa tradução forçada para preservar a aliteração: retirada, redução e refinamento.

Substituir animais usados em pesquisa, reduzir seu emprego quando inevitável e diminuir seu sofrimento. (Sou fã dos minicódigos de ética em três passos. Nunca vou esquecer o que ouvi de um jornalista americano sobre as regras de conduta para nossa profissão: busque a verdade, aja com independência e minimize o dano.)

Os 3R foram propostos pelo zoólogo William Russell e pelo microbiologista Rex Burch em 1959, na obra "The Principles of Humane Experimental Technique" (título ainda mais difícil de traduzir, pois "humane" em inglês é o adjetivo reservado para quem mostra benevolência com animais). Seria algo como "Princípios Humanitários da Técnica de Experimentação com Animais".

O livro foi uma encomenda para a comemoração dos cem anos de "Origem". Nada mais adequado, pois Darwin foi um campeão da compaixão com animais. A começar pelo animal-homem, cujo sofrimento físico provocava nele uma repulsa intensa, a ponto de os biógrafos Adrian Desmond e James Moore enxergarem em sua recusa da escravidão uma das ideias-força da teoria da evolução.

Meio século depois, muito progresso se obteve nos três erres. Modelos computacionais do corpo humano, bonecos robóticos e culturas de células e tecidos permitem substituir testes de remédios e treinamentos cirúrgicos que antes dependiam de mamíferos (camundongos, cães, gatos, coelhos, macacos etc.).

Análises clínicas e de imagem mais sofisticadas, por seu lado, possibilitam obter muita informação de um mesmo animal. Como eles muitas vezes são sacrificados depois do experimento, esse avanço economiza vidas individuais. Por fim, hoje existem protocolos rígidos sobre anestesia e níveis de estresse máximo para animais.

O cumprimento de tais normas costuma ser precondição para ter financiamento de pesquisa ou publicação de artigos científicos aprovados. Confiança é bom, mas controle é melhor, dizem os alemães.

Apesar desses progressos, nunca se usaram tantos animais em pesquisa. Em parte isso decorre da explosão do campo de investigação biomédica nesse meio século. Com a capacidade de introduzir e "desligar" genes em organismos, camundongos transgênicos e "nocautes" se tornaram matéria-prima -ou vítimas- indispensáveis de laboratórios de ponta.

Muitos defensores dos direitos dos animais acreditam que já existem alternativas tecnológicas para substituir todos os animais em pesquisa. Infelizmente, não é verdade. Por outro lado, soa comodista demais a convicção de 73% dos pesquisadores britânicos de que cobaias nunca poderão ser dispensadas por completo dos laboratórios, como relatou a especialista Vicky Robinson na revista de divulgação "New Scientist".

Daria muita coisa para ver esse dia chegar, mas vai ser difícil. Enquanto isso, temos de ficar no pé dos cientistas para que em toda parte prestem o máximo de atenção aos 3R.

Só não vale partir para a ignorância e chamá-los de "nazistas", comparando seu trabalho com abjetas experiências em seres humanos. É uma questão de bom senso, como disse aqui na semana passada.

(Folha de SP, 7/6)